O
estrabismo é um distúrbio que afeta o paralelismo entre os olhos, que apontam
para direções diferentes. Ele pode ser classificado em convergente (esotropia),
quando um ou ambos os olhos se movem para dentro, na direção do nariz; em divergente
(exotropia), quando um ou os dois olhos se deslocam para fora e em vertical
(hipertropia), quando o deslocamento ocorre para cima ou para
baixo.
Causas:
O movimento dos olhos
é controlado por seis pares de músculos comandados pelos nervos cranianos que,
por sua vez, estão conectados ao sistema nervoso central. Esses músculos
precisam agir em perfeito equilíbrio e sincronia para que os olhos permaneçam
alinhados.
Entretanto, alguns
fatores podem comprometer esse funcionamento harmônico e provocar o estrabismo.
Diagnóstico:
O
teste do reflexo para avaliar se o foco de luz está centralizado nas duas
pupilas é fundamental para o diagnóstico do estrabismo. Outros exames
oftalmológicos, como os de acuidade visual (teste padrão de listas), de fundo
de olho, de oclusão e movimento ocular e para avaliar o tamanho do desvio (covertest) são
úteis para confirmação o diagnóstico.
Tratamento:
O tratamento do
estrabismo começa pela correção das causas que provocaram o distúrbio. Quanto
antes for instituído, melhores e mais rápidos serão os resultados. As medidas
terapêuticas têm por objetivo principal corrigir os problemas visuais e incluem
aplicação de colírios, uso de óculos, exercícios ortóticos para o
fortalecimento dos músculos, tamponamento do olho com visão normal para
estimular o outro com deficiência, especialmente nos casos de ampliopia,
conhecidos popularmente como olho preguiçoso.
A cirurgia só é
recomendada quando o desvio se mantém depois de corrigido o distúrbio que
comprometia a visão. O tamanho do desvio é que determina se os músculos de
apenas um ou dos dois olhos devem ser operados.
Vídeo sobre estrabismo:
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